sábado, 31 de outubro de 2009

Citação

Difícil mesmo é não pensar em ti, não querer deixar-se olhar por um par de estrelas que lhe chamam de olhos. Assim quando não estas do meu lado consigo pensar em algumas palavras, mas não questiones meus pensamentos enquanto me observas, enquanto sou sugado por esse " fluído misterioso e enérgico" de tuas pupílas.
És paz e guerra. Calmaria e ressaca. Ventania e pôr-do-sol. Me explico. A paz de um sonho bonito que se vê diante dosolhos enquanto seguro tua mão,ou enquanto te defendes das cócegas. E a ventania ansiosa de querer-te a todo instante.
"Vá, de ressaca". A comparação não é exata, talvez poética, fica esta por enquanto, não só para os olhos,mas sim para todo teu rosto, toda tua doçura, toda tua leveza de bailarina e musicista, que me envolve, me puxa e me traga.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Não sei se tem alguém lendo essas coisas aqui, estou ensaiando uma coisa nova pra escreve aqui.

sábado, 29 de agosto de 2009

Letra

Palavras são brutas
São sutis, ásperas
Não estão nem ai
Não querem saber
Dizem o que tem de dizer
Disfarçam, entrelaçam
Desembaraçam, nos enganam
Esperam a hora certa, o deixa
Deixam tudo para traz
Jogam tudo para o alto
Decidem o futuro
Fazem a história
Correm
Andam
Cantam
Matam
Nos deixam esperando
Entram por um lado
Saem pelo outro
Ficam na memória
Lembram uma pessoa
Deixam os olhos arregalados
Lacrimejados, dilatados
Perdoam-nos, executam-nos
Vigiam-nos, humilham-nos
Aparecem do nada
E saem sem pedir
Voltam quando querem
E fogem de novo
São doces e inúteis em um elogio
E doídas, porém proveitosas
Quando nos criticam
São tudo o que for dito
E o que for lido
E feito, e ouvido
Merecem o respeito
E não o desperdício

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Cena




Eram palavras, mil falas
Gestos, cores e caras
Um emaranhado de gente
Que corria para os lados
Batiam-se, debatiam
Olhavam nos olhos
E diziam palavras
Desconfortáveis
Verdadeiras e fortes
Ninguém os queria ouvir
Mas não havia saída
Estavam por todos os lados
Com paus e pedras
Cercavam tudo, até o teto
Suas vozes penetravam
E até machucava um pouco
Eram terrivelmente fortes
E leves, e espaçosos
Não havia brecha, nem furo
Nem farsa, nem sonho
Tudo era muito real
Tanto quanto o chão
Que estava logo ali
Acima do ator principal


domingo, 12 de julho de 2009

Vou chegar de bem, de boa
Tentar pacificar
E então
Vou te falar
Que já não da mais
Pra mergulhar, assim
De cabeça nessa pedra
Não me esperes
Não me queiras
Tira de ti o que há de mim
Diante de tantas palavras
Fim

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Pequeno motivo para um possível romance

Ela queria o mundo
Montanhas e cachoeiras
Peixinhos, safaris
O coração pulando no peito
O suor escorrendo no rosto

Ele queria sua cama
Seu café, seus dramas
A rede a tardinha
O colo de sua morena
As complicações e os risos da vida

Ele fazia de conta
Ela pagava as contas
Ele vivia na Lua
Ela iria pra lá
Seus olhos brilhavam quando se viam

Ele dizia me espere
Ela dizia já volto
Ele amava e se declarava
Ela corria e o abraçava
Seus lábios tremiam quando se tocavam

Pela manhã ela caminhava
Ele dormia até tarde
Ela cantava Cartola
Ele lia Neruda
Seus dedos se entrelaçavam quando caminhavam

E a noite, esqueciam de tudo
E amavam

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Esta cara, minha cara, é de quem anda
por onde há espaço
Passo por passo
Quando
Vez
Dor
Som
Floresta
Flor
Estas palavras, minha cara, são de quem sonha
Com olhos vigilantes
Instante por instante
Ver
Ser
Crer
Voar
Soar
Correr
De mar a mar
De terra a terra
De céu a céu
De sol a sol
Com amores ensolarados
E desamores aterrados